roads
Um som de muito longe, leve gemido, chega aos meus ouvidos numa dessas noites que beiram a madrugada. Numa dessas noites que os meus sentidos - ou a falta que eu sinto - se fazem mais presente.
“ohh”
Tanta sofreguidão e esse algo que eu ouso chamar de amor naquela voz lánguida que dança no vento sorvida pelo ar, fazem a alma do mais sem-alma dos homens sentir o frio arrepio que vai a pele pela espinha até a nuca, numa carícia de fazer sonhar. Sensações que o simples monossilabar de sua voz traz até mim, me traz de volta a vida.
Nesse momento eu até posso enxergar. Enxergar de verdade, como se fosse palpável e possível todo o sentido da vida. E travar guerras não seria nada diante do que poderia ser só em ter você aqui. Ter você comigo em cada gota de chuva e todos raios de sol. E poder ouvir o seu sussurro delirante que me livra de toda treva, ao menos que a treva fosse você.
Se me render a tuas vontades for o que se chama de derrota, eu chamo pelo nome. De verdade ou de batismo. Eu chamo o seu nome.
“can’t anybody see?”
ah, não, ninguem nunca vê.
“Se me render a tuas vontades for o que se chama de derrota, eu chamo pelo nome. De verdade ou de batismo. Eu chamo o seu nome.” Isso foi tão bonito ^^
;*
ah sim, todos vêem, mas todos fingem.
Nêgo vc arrasa!!!