a pior metade

roads

Publicado em Uncategorized por nelsonnetto em Janeiro 11, 2009

Um som de muito longe, leve gemido, chega aos meus ouvidos numa dessas noites que beiram a madrugada. Numa dessas noites que os meus sentidos - ou a falta que eu sinto - se fazem mais presente.

“ohh”

Tanta sofreguidão e esse algo que eu ouso chamar de amor naquela voz lánguida que dança no vento sorvida pelo ar, fazem a alma do mais sem-alma dos homens sentir o frio arrepio que vai a pele pela espinha até a nuca, numa carícia de fazer sonhar. Sensações que o simples monossilabar de sua voz traz até mim, me traz de volta a vida.

Nesse momento eu até posso enxergar. Enxergar de verdade, como se fosse palpável e possível todo o sentido da vida. E travar guerras não seria nada diante do que poderia ser só em ter você aqui. Ter você comigo em cada gota de chuva e todos raios de sol. E poder ouvir o seu sussurro delirante que me livra de toda treva, ao menos que a treva fosse você.

Se me render a tuas vontades for o que se chama de derrota, eu chamo pelo nome. De verdade ou de batismo. Eu chamo o seu nome.

“can’t anybody see?”

3 Respostas

Subscreva aos comentários comRSS.

  1. Lah disse, em Janeiro 14, 2009 às 12:03 am

    ah, não, ninguem nunca vê.

    “Se me render a tuas vontades for o que se chama de derrota, eu chamo pelo nome. De verdade ou de batismo. Eu chamo o seu nome.” Isso foi tão bonito ^^

    ;*

  2. pideto disse, em Janeiro 24, 2009 às 8:58 pm

    ah sim, todos vêem, mas todos fingem.

  3. evellyn disse, em Janeiro 29, 2009 às 2:18 am

    Nêgo vc arrasa!!!


Deixe uma resposta